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02Superfície de exposição: o que já existe antes do incidente

Organizações que operam na internet tendem a acumular ativos, integrações e dependências mais rápido do que conseguem registrá-los. É nessa diferença — entre o que existe e o que se sabe que existe — que a exposição se forma.

Ativos

Um domínio registrado há anos. Um subdomínio criado para um teste e nunca removido. Um painel administrativo acessível pela internet, sem restrição de rede. Uma integração via API que continuou ativa depois que o projeto terminou. Alguns desses itens são falhas de configuração isoladas; outros só passam a importar quando somados. O conjunto forma a superfície de ataque: os pontos por onde é possível interagir com os sistemas de uma organização, inclusive por quem já recebeu algum nível de acesso.

Dependências

Parte dessa superfície fica em serviços de terceiros: e-mail, hospedagem, CRM, meios de pagamento, ferramentas de suporte. A responsabilidade nesses serviços é dividida, e a divisão nem sempre está explícita. O fornecedor opera a infraestrutura; o cliente normalmente administra contas, permissões, MFA, integrações via OAuth, chaves de API e prazos de retenção. Contratar um operador não transfere a responsabilidade sobre essas escolhas.

Confiança

Entre esses sistemas existem relações de confiança. Um serviço aceita asserções emitidas por um provedor de identidade. Um processo roda com permissões herdadas. Um fornecedor mantém acesso administrativo concedido durante a implantação. Os lugares onde o nível de confiança muda são as fronteiras de confiança (trust boundaries). Modelagem de ameaças começa por identificá-las, porque é nelas que um problema restrito a um sistema passa a afetar os outros.

Observação

Levantar isso é, em boa parte, trabalho de observação: registros de Certificate Transparency, consultas de DNS público, cabeçalhos de resposta HTTP, metadados de certificados. O material é público e observável de fora. O trabalho está em registrar o que foi verificado, por qual método e em qual data, e em manter esse registro atualizado.

SEC.03 Ver a superfície exposta em um ambiente de referência

03Ambiente de referência

O diagrama abaixo descreve um arranjo comum em pequenas e médias empresas brasileiras. Ele não mostra falhas: mostra onde o nível de confiança muda entre um sistema e outro, que é onde um problema contido em um deles passa a alcançar os demais.

Diagrama da superfície exposta de um ambiente de referênciaTB.01 operado diretamente pela empresaVisitanteDomínio, registroe zona DNSSiteinstitucionalConsole de nuveme hospedagemEstações e acessoda equipeE-mailcorporativoSaaS CRM /financeiroFornecedorexterno de TIM2M3M1Diagrama da superfície exposta de um ambiente de referênciaTB.01 operado pela empresaVisitanteSiteinstitucionalDomínioe zona DNSConsole denuvemAcesso daequipeSaaS CRME-mailFornecedorde TIM3M2M1
Fig. 01 — Superfície exposta em um ambiente de referência de pequena e média empresa. Topologia ilustrativa, construída para este site: não representa nenhuma organização real nem medição de ambiente em produção. Os marcadores M1 a M3 indicam categorias de exposição — pontos onde o nível de confiança muda — e não vulnerabilidades identificadas.

Legenda

  • Retângulo — ativo operado diretamente pela empresa
  • Canto cortado — serviço que ela configura, mas não opera
  • Hexágono — ator externo que detém acesso
  • Cápsula — pessoa fora da organização
  • Traço pontilhado (TB.01) — fronteira de confiança
  • Seta cheia — fluxo de dados
  • Seta aberta — relação de autoridade ou dependência
  • Ponto — acesso administrativo
  • Losango — travessia da fronteira de confiança
  • M1, M2, M3 — travessia assinalada, detalhada em “Categorias de exposição assinaladas”
Descrição do diagrama em texto

O diagrama mostra oito elementos de um ambiente hipotético. A empresa opera diretamente quatro deles: o site institucional, o domínio com sua conta de registro e zona DNS, o console de nuvem que hospeda o site, e o acesso administrativo da equipe. Fora do limite que ela opera estão o e-mail corporativo e o SaaS de CRM, ambos contratados em nuvem, além do fornecedor externo de TI, que é uma pessoa com acesso e não um sistema. Um visitante do site aparece como origem dos dados.

Os dados de contato seguem do visitante para o site e, de lá, por integração via API, para o SaaS de CRM. A zona DNS determina qual servidor responde pelo site e para onde chega o e-mail do domínio. A recuperação de conta do console de nuvem passa pelo e-mail do domínio. O console, a equipe e o fornecedor externo têm acesso administrativo à infraestrutura do site.

Três pontos estão marcados. M1: o acesso administrativo do fornecedor continua válido depois do fim do projeto. M2: controlar o registro do domínio ou a zona DNS permite redirecionar o site, receber o e-mail e obter certificados TLS válidos, o que alcança também a recuperação de contas. M3: os dados do formulário saem do ambiente operado pela empresa e passam a ser tratados por um operador, possivelmente fora do Brasil.

A topologia é ilustrativa e os marcadores são categorias de exposição, não vulnerabilidades identificadas.

Categorias de exposição assinaladas

M1 — Acesso persistente
Credenciais administrativas concedidas para uma finalidade temporária e que continuam válidas depois dela. A revogação raramente faz parte do encerramento de um projeto.
M2 — Dependência concentrada
Quem controla a conta no registrador ou a zona DNS pode redirecionar o site, receber o e-mail do domínio e obter certificados TLS válidos por validação DV. Como a recuperação de contas costuma passar por esse mesmo e-mail, o alcance raramente para aí.
M3 — Saída de dados pessoais
Os dados do formulário deixam o ambiente operado pela empresa e passam a ser tratados por um operador, em nome dela. A empresa permanece controladora. Dependendo de onde o fornecedor processa, o fluxo pode envolver transferência internacional, o que muda os requisitos aplicáveis e precisa ser verificado caso a caso.

SEC.04 Ver o escopo de estudo técnico

04Escopo de estudo técnico

As quatro áreas a seguir descrevem o escopo técnico que este laboratório estuda e testa em ambientes próprios e de referência. Nenhuma delas corresponde a um serviço comercial já entregue a terceiros; cada uma indica o que a área abrange, o que costuma ser observado nela, e que tipo de exposição ajuda a entender.

Exposição

Superfície de ataque

Refere-se ao conjunto de pontos por onde um sistema pode ser alcançado a partir da internet: domínios, subdomínios, serviços expostos, portas abertas, certificados e integrações com algum nível de acesso. O levantamento nessa área observa o que está publicamente descobrível — registros de DNS, Certificate Transparency, cabeçalhos de resposta HTTP, metadados de infraestrutura — e organiza esse material em um inventário verificável. O resultado ajuda a entender exposição não identificada: ativos esquecidos, configurações herdadas e acessos que continuam válidos além do que deveriam.

Aplicação

Segurança de aplicações web

Trata da camada onde um sistema recebe entrada de usuários e processa lógica de negócio: formulários, autenticação, APIs, upload de arquivos, gerência de sessão. A avaliação examina como a aplicação trata entrada não confiável, como autoriza cada operação e como isola dados entre contas distintas. Compreender essa camada evidencia falhas de validação, controle de acesso quebrado e configuração insegura — categorias descritas em referências como o OWASP Top 10.

Nuvem

Segurança em nuvem

Envolve como a infraestrutura hospedada em provedores de nuvem é configurada: permissões entre contas e serviços, políticas de rede, chaves de acesso, armazenamento e o modelo de responsabilidade compartilhada entre provedor e cliente. A avaliação observa a configuração efetivamente aplicada — não apenas a política documentada — e como ela se compara às práticas de referência do provedor. Isso ajuda a identificar exposição criada por configuração, como armazenamento acessível publicamente ou permissões mais amplas do que a função exige.

Avaliação

Avaliação de segurança

É a disciplina que examina as três áreas anteriores de forma estruturada, combinando levantamento técnico, análise manual e, quando aplicável, verificação automatizada. Cobre desde o reconhecimento inicial de um alvo até o registro de evidências e a validação de que um ajuste efetivamente reduziu a exposição encontrada — sempre com escopo, técnica e resultado documentados o suficiente para que o trabalho possa ser revisado por outra pessoa.

SEC.05 Ver a sequência de trabalho

05Sequência de trabalho

A sequência abaixo organiza como este laboratório conduz o trabalho descrito na seção anterior: não é um método proprietário, é uma sequência de engenharia comum na área, adaptada ao que o laboratório efetivamente pratica em ambientes próprios e de referência.

  1. Descobrir

    Levantamento do que existe e pode ser observado externamente: domínios, subdomínios, serviços expostos, certificados, cabeçalhos e metadados públicos.

    Resultado esperado do estágio — inventário inicial dos ativos identificados, com a fonte e o método de cada verificação registrados.

  2. Mapear

    Organização do inventário em relações: o que cada ativo faz, quem o opera, e onde estão as fronteiras de confiança entre sistemas e terceiros — como as descritas na Fig. 01.

    Resultado esperado do estágio — mapa de exposição indicando pontos onde o nível de confiança muda entre sistemas.

  3. Avaliar

    Análise técnica de cada ponto mapeado, combinando revisão manual e verificação automatizada quando aplicável, para determinar se a exposição observada representa um problema real e qual seu alcance.

    Resultado esperado do estágio — hipóteses de risco priorizadas por exposição e impacto potencial, não por gravidade genérica.

  4. Endurecer

    Aplicação de ajustes técnicos que reduzem a exposição identificada — restrição de acesso, remoção de ativos obsoletos, correção de configuração — seguindo o princípio de privilégio mínimo.

    Resultado esperado do estágio — ajuste técnico aplicado e documentado, com o estado anterior preservado para referência.

  5. Verificar

    Confirmação de que o ajuste realmente reduziu a exposição, repetindo a técnica de observação usada no estágio de descoberta sobre o mesmo ponto.

    Resultado esperado do estágio — evidência de verificação — o mesmo tipo de observação, feita antes e depois do ajuste, comparável entre si.

SEC.06 Ver o fluxo de dados e privacidade

06Fluxo de dados e privacidade

Mesmo sem formulários, contas de usuário ou rastreamento, o simples ato de carregar esta página gera processamento de dados que podem se relacionar a uma pessoa identificável. A figura abaixo traça esse fluxo tal como a arquitetura atual do site realmente funciona — não uma arquitetura hipotética, nem o comportamento de uma versão futura com mais funcionalidades.

Traço do fluxo de dados de uma visita ao siteTB.02 fronteira de confiançaNavegador(titular)BordaCloudflareOrigem ehospedagemmetadados de conexãorepasse à origemTraço do fluxo de dados de uma visita ao siteTB.02 fronteira de confiançaNavegador (titular)Borda CloudflareOrigem e hospedagemmetadados deconexãorepasse àorigem
Fig. 02 — Fluxo de dados de uma visita típica a este site, da conexão do navegador até a origem que serve os arquivos estáticos. TB.02 marca a travessia entre o dispositivo da pessoa titular e a infraestrutura operada por terceiros. O diagrama descreve a arquitetura atual: não inclui formulários, autenticação, cookies opcionais ou serviços de terceiros, porque esta versão do site não os utiliza.

Legenda

  • Cápsula — a pessoa titular dos dados, fora de qualquer organização
  • Canto cortado — infraestrutura configurada pelo site, não operada por ele
  • Traço pontilhado (TB.02) — fronteira de confiança e possível jurisdição
  • Losango — travessia da fronteira de confiança
  • Seta cheia — fluxo de dados
Descrição do diagrama em texto

O diagrama mostra três estágios. O navegador da pessoa que visita o site inicia a conexão. Essa conexão chega primeiro à borda da rede da Cloudflare, o provedor de CDN e proteção de borda usado por este site: dependendo da configuração e de qual datacenter atende a conexão, a borda pode responder diretamente com uma cópia em cache do conteúdo ou encaminhar a solicitação até a origem, onde os arquivos estáticos do site estão hospedados. A resposta retorna pelo mesmo caminho, em sentido inverso.

Em qualquer solicitação HTTP comum, essa passagem envolve, no mínimo, o endereço IP de quem conecta, informações do user-agent (navegador e sistema operacional declarados), a URL solicitada e o horário da requisição. Esses dados são inerentes ao funcionamento de HTTP e de uma rede de borda: não são coletados por um script deste site, porque este site não executa nenhum script no navegador.

A travessia marcada como TB.02 indica a passagem entre o dispositivo da pessoa titular e a infraestrutura operada por terceiros. Isso pode envolver processamento fora do Brasil, dependendo de qual datacenter atende a conexão; os detalhes de retenção, papéis de controlador e operador, e mecanismo de transferência internacional dependem da configuração efetivamente aplicada e dos termos contratuais e de privacidade desses provedores, e precisam ser verificados diretamente nessas fontes antes de qualquer afirmação de conformidade.

O que este site não coleta

  • Formulários ou envio de dados por HTML
  • Análise de comportamento (analytics) ou pixels de publicidade
  • Cookies opcionais
  • Uso de localStorage ou sessionStorage
  • Componentes ou scripts de terceiros incorporados
  • Fontes carregadas de serviços externos — as fontes usadas são auto-hospedadas

Esta seção descreve o comportamento técnico observável da versão atual do site. Ela não constitui uma declaração de conformidade com a LGPD: essa análise depende de fatores contratuais e operacionais que precisam ser verificados separadamente, incluindo os associados aos provedores de infraestrutura utilizados.

SEC.07 Ver escopo e limites

07Escopo e limites

Abordar, aqui, significa estudar, documentar e testar em ambiente próprio. Não significa prestar serviço nem executar avaliação em sistemas de terceiros. Testes são realizados apenas em sistemas deste projeto ou com autorização explícita de quem responde pelo sistema.

O que este laboratório aborda

  • Levantamento de ativos e exposição externa
  • Segurança de aplicações web
  • Exposição de infraestrutura e serviços de borda
  • Dependências de terceiros e integrações
  • Tratamento de dados pessoais do ponto de vista de engenharia
  • Modelagem de ameaças aplicada ao contexto

O que este laboratório não afirma

  • Nenhum sistema é descrito como permanentemente seguro.
  • O projeto não tem clientes atualmente.
  • Não realizou auditorias externas.
  • Não possui certificações.
  • Não publicou vulnerabilidades.
  • Exemplos e diagramas são ilustrativos, salvo quando explicitamente identificados como não sendo.
  • Observações sobre o próprio fgcybersec.com.br são claramente separadas e datadas.
  • Um controle só é descrito como ativo depois de verificado.
  • Nenhuma declaração de conformidade com a LGPD é feita.
  • Uma avaliação não elimina risco.

SEC.08 Ver notas técnicas

08Notas técnicas

As notas abaixo documentam decisões técnicas específicas deste projeto — não um blog. Cada uma é sustentada por uma verificação que pode ser refeita a partir do próprio código ou do build atual.

Pré-renderização sem hidratação

A build gera HTML estático via renderToStaticMarkup e não inclui nenhum ponto de entrada JavaScript no cliente. Como nenhuma seção depende de estado interativo, não há necessidade de reidratar a árvore React no navegador: o HTML produzido no build já é o resultado final servido.

Verificado nesta build: nenhuma tag de script no HTML de produção.

Fontes auto-hospedadas

IBM Plex Sans e Mono são servidas como arquivos woff2 locais, em subconjunto Latin-1, com uma face de fallback com métricas ajustadas para não deslocar o layout durante a troca de fonte. Nenhuma fonte é carregada de um provedor externo.

Verificado nesta build: nenhuma declaração @font-face aponta para origem externa.

Por que uma política de segurança de conteúdo restritiva continua possível

Content-Security-Policy não estava configurada antes da implantação — isso pertencia à etapa de implantação na Cloudflare. Mas o código evita, desde o início, os padrões que normalmente forçam exceções nela: nenhum atributo style inline, nenhum uso de dangerouslySetInnerHTML, atributos de apresentação em vez de style em cada SVG. A decisão arquitetural foi tomada antes da implantação, e o cabeçalho está configurado e verificado em produção.

Configurada e verificada em produção.

SEC.09 Ver ficha técnica

09Ficha Técnica

As seções anteriores descrevem exposição de forma geral. Esta encerra o documento reportando sobre o próprio site: como ele é construído e o que, neste momento, pode ser verificado sobre sua postura de borda.

Identidade do build

Projeto
FGCyberSec
Renderização
Pré-renderização estática, sem hidratação
JavaScript no cliente
Nenhum
Dependências de execução adicionadas nesta etapa
Nenhuma
Idioma principal
Português (Brasil)
Arquitetura
React + Vite
Entrega
Cloudflare Workers Static Assets, sem código Worker de aplicação

Postura de segurança

fgcybersec.com.br está em produção em https://fgcybersec.com.br/; www.fgcybersec.com.br redireciona (301) para o domínio canônico. A tabela abaixo registra o estado, verificado diretamente na resposta HTTP, dos controles de borda configurados nesta implantação.

Estado dos controles de borda
ControleEstado
TLS / HTTPSATIVO — verificado
DNSSECATIVO — verificado
HSTSATIVO — verificado
Content-Security-PolicyATIVO — verificado
Cabeçalhos de resposta adicionaisATIVO — verificado
Bot Fight Mode / JavaScript DetectionsDESABILITADO — deliberado

«TLS / HTTPS» reúne modo de criptografia Full, versão mínima TLS 1.2, TLS 1.3 habilitado, 0-RTT desabilitado e certificado Universal SSL válido, incluindo o redirecionamento HTTP → HTTPS ativo no domínio canônico e em www.fgcybersec.com.br — que redireciona (301, preservando caminho e query string) para https://fgcybersec.com.br/. HSTS está ativo com max-age de 15552000 segundos (180 dias); includeSubDomains e preload não foram habilitados nesta primeira ativação.

Content-Security-Policy aplica default-src 'none', com exceções restritas a 'self' apenas para estilos, imagens e fontes. «Cabeçalhos de resposta adicionais» reúne X-Content-Type-Options, Referrer-Policy, Permissions-Policy, X-Frame-Options, Cross-Origin-Opener-Policy e Cross-Origin-Resource-Policy, todos observados na resposta de produção.

Bot Fight Mode e JavaScript Detections foram desligados deliberadamente para preservar a arquitetura de zero JavaScript no cliente — é uma escolha arquitetural, não um reforço de segurança, e não implica proteção equivalente contra tráfego automatizado. Browser Integrity Check permanece ativo. Os estados acima foram observados diretamente na resposta HTTP de produção em 11 ago. 2026; fgcybersec.com.br não passou por auditoria de segurança externa independente.

As ausências de processamento descritas na SEC.06 — analytics, cookies opcionais, armazenamento no cliente, formulário — são processamento deliberadamente desenhado para fora do sistema, não configurações pendentes.